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Com a presença de lideranças do Sindilojas, ACI, Associação Ijuiense de Proteção ao Ambiente Natural (AIPAN), 36º Coordenadoria Regional de Educação, Escola Chico Mendes, Conselho Municipal de Meio Ambiente (Consema), Unijuí e moradores dos bairros Thomé de Souza e Pindorama. Além das secretarias municipais de Educação e Planejamento e coordenadorias de Habitação, Trânsito e Central de Projetos foi realizada na noite desta quinta-feira, no Salão Farroupilha da Prefeitura uma oficina para discussão do Projeto do Parque Popular da Pedreira coordenada pela equipe da 3C Arquitetura e Urbanismo.
Abrindo o encontro, o prefeito Fioravante Ballin ressaltou que é de extrema importância que se pense no legado socioambiental do município e é partindo dessa lógica que o projeto está sendo construído.
“Essas discussões que envolvem a comunidade é fundamental para que possamos pensar na recuperação e reestruturação habitacional e ambiental da área. Precisamos restaurar e tornar o ambiente mais saudável e socioambiental sustentável”, destacou Ballin.
Seguindo os trabalhos, com uma dinâmica composta por várias perguntas a Socióloga Eliete Gomes procurou estabelecer o que a população imagina para a reestruturação do Arroio Espinho (antiga Pedreira) que se encontra entre os bairros Thomé de Souza e Pindorama, sempre tendo em vista os diversos públicos, a inclusão social e a recuperação ambiental da área.
De acordo com o urbanista Tiago Holzmann da Silva “essa atividade já é fruto de um processo. Posteriormente realizamos um estudo na área e entregamos o mesmo para a Prefeitura onde propomos um conjunto de medidas para resolver os problemas de depósito de lixo, poluição, habitação e saúde. No entanto, agora é preciso qualificar esse diagnóstico e considerar os anseios da comunidade para que possamos saber quais são as prioridades e as reais demandas para a área”.
Para o secretário de meio ambiente Osório Lucchese o objetivo das conversas e discussões que vem sendo realizadas é verificar o que a comunidade quer e espera para o local e o quanto ela está disposta a se envolver nesse processo.
“Nós, enquanto Poder Executivo sabemos que o projeto vem de encontro a diversas aspirações da população que hoje vive no local e dos demais munícipes. E é através desses processos de discussão que vamos construir algo bom para toda a população nos âmbitos social, ambiental, de saúde pública e principalmente no resgate da cidadania de muitos ijuienses”, concluiu o secretário.
O vice-prefeito Bira Teixeira salientou também que “nós sabemos que o problema da Pedreira foi levantado por várias vezes e agora estamos construindo algo palpável. Por esse motivo e partindo da Lei Federal 2.887/1993 que especifica que as antigas pedreiras devem ser transformadas em áreas de preservação permanente (APP) o Executivo Municipal vem desenvolvendo uma série de ações visando recuperar a área do Arroio Espinho compatibilizando o desenvolvimento econômico, social e ambiental do local”.
O vice destacou que já foram realizadas reuniões com os moradores dos bairros para verificar o que seria viável para os mesmos e a partir de agora deve-se trabalhar com os dados coletados e discutir as próximas ações, sempre considerando um olhar diferenciado para a população do entorno.
Bira salientou ainda que desde junho, o projeto está cadastrado em Brasília com o diagnóstico ambiental, social e espacial do local.
“Sabemos que o projeto tem um custo bastante elevado, porém temos grandes chances de acessar esses valores necessários para a consolidação do mesmo através dos recursos federais do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2)”, concluiu Bira.
Já na metade do próximo mês acontecerá a segunda oficina realizada pela equipe da 3C para permitir que todos opinem sobre as adaptações às sugestões feitas nessa primeira oficina e conheçam o andamento do diagnóstico para que seja realizada uma construção coletiva, participativa e democrática do projeto. |