A quantidade de chuva que cai no Rio Grande do Sul é suficiente para desenvolver as atividades agropecuárias. Se ocorrem estiagens o motivo não é a escassez hÃdrica, mas sim o mau uso que se faz da água. A afirmação, feita no primeiro dia do 3o Encontro da Rede Brasileira de Agendas 21 Locais – RS, que se encerra nesta sexta-feira (6/11), em IjuÃ, é atribuÃda a dois respeitados profissionais, o engenheiro civil e designer em permacultura, Guilherme Castagna, e o engenheiro agrônomo e Ph.D em manejo do solo e água, Afrânio Righes.
Â
"O RS registra 1.750 milÃmetros de chuva por ano, então não deverÃamos ter problema para implantar uma cultura como a do milho que necessita de 550 milÃmetros", disse Righes. "Mas como o homem compactou o solo, a água tem dificuldade para chegar até a raiz e o subsolo, escorrendo para o rio e, deste, para o mar", disse Righes. "Ijuà tem um nÃvel pluviométrico de 2 milÃmetros e isso é muita chuva", disse Castagna. "Quando usamos mais do que precisamos ou não sabemos utilizar, falta", disse ele.
Â
Ambos também parecem concordar com o modo de resolver o problema. "É necessário uma nova forma de agricultura, que reduza a monocultura e mantenha a cobertura vegetal do solo", disse Castagna. "A mensagem básica é fazer com que a água infiltre onde ela cai", disse Righes. "Se conseguÃssemos fazer isso, aumentarÃamos a oferta d’água, reduzirÃamos o escoamento superficial e as enchentes e aumentarÃamos o número de vertentes que voltariam a verter água e alimentar os riachos e, com isso, estabilizar as vazões dos rios", completou Afrânio Righes.
Â
Â
Informações
Assessoria de Imprensa do Fórum da Agenda 21 de IjuÃ
Jornalistas: Cleuza Brutti e Vilson Wagner
Estagiárias: Fabiana do Prado e Leilane de Oliveira