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CONFERÊNCIA CHAMA ATENÇÃO PARA A RESPONSABILIDADE SOCIAL DAS AGENDAS 21 |
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Evento sediado em IjuÃ, reuniu representantes de governos e órgãos ambientais para debater os desafios das Agendas 21
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O clima parecia mostrar a importância do evento realizado nos dias 05 e 06 de novembro, no Parque de Exposições Wanderley Burmann, em IjuÃ. Sob um calor digno de tempos de aquecimento global, mais de duzentas pessoas assistiram, no dia 05, a abertura do 3º Encontro da Rede Brasileira de Agendas 21 locais – RS. Autoridades de Ijuà e região estiveram reunidas para debater soluções em nÃveis local, regional e estadual, para os problemas sócio-ambientais, conforme prevê a Agenda 21, resultante da Eco-92, realizada no Rio de Janeiro. Este documento estabeleceu a importância de cada PaÃs se comprometer a discutir com governos, empresas e organizações-não-governamentais (ONGs) modos de enfrentar os atuais problemas climáticos.
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A conferência de abertura contou com a participação de Adriane Goldoni - analista ambiental e cientista social, representante da Agenda 21 do RS junto ao Ministério do Meio Ambiente – e Maria Helena Benetti – agente florestal representante da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (SEMA). Mediadas pelo professor/doutor em Ciências Educativas e PolÃticas, Walter Frantz, elas falaram sobre os desafios da Agenda 21 no Brasil e no mundo.
Conforme Adriane, a Agenda 21 brasileira é resultado de um processo de construção de quatro anos, que envolveu 40 mil pessoas. Já o número de agendas locais vêm crescendo, organizadas principalmente pelos poderes públicos municipais. Com relação aos desafios, ela destaca: "Os principais são conseguir manter o caráter sócio-ambiental dentro do contexto de mudanças climáticas! Acaba havendo um foco muito mais forte nas questões econômicas e ecológicas, do que nas ações sociais da agenda 21". Ela lembra que as agendas são embasadas nos conceitos de desenvolvimento sustentável, proteção ecológica e justiça social, esta última esquecida no contexto atual. Ainda segundo Adriane, no entanto, já ocorreram conquistas, como a criação de cooperativas, principalmente focadas na geração de renda em áreas onde não se pode mais desmatar. "As pessoas já conseguem, pensando coletivamente e desenvolvendo planejamentos estratégicos nos seus municÃpios ou bairros, encontrar soluções que unam estes três conceitos e colocá-los em prática.
Maria Helena Benetti ressaltou que é indispensável as agendas primarem pelo bem coletivo e não o individual. "Cabe a nós sensibilizarmos o poder público para que ele ouça a comunidade e adote polÃticas públicas sustentáveis que respeitem os anseios da sociedade e as questões ambientais", afirma. Resumindo, ela reforça que a atual pauta das agendas é garantir o desenvolvimento coletivo, sem destruir e buscando soluções para as mudanças climáticas.
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